sexta-feira, maio 25, 2007

Dá lá a tampa

Ontem preparava-me para deitar uma garrafa vazia fora quando fui interceptada por um “oooohhhhh menina! A tampinha não é para irrr!!”

Lembrei-me “ah, é verdade. O mito urbano”

Logo quando entrei para este escritório, ainda não sabia onde era a impressora, já a secretária me tinha advertido: “as tampas azuuuis são recolhidaaaas para oferecerrr uma cadeira de roooodas aos necessitados” (pretendo ilustrar que a mulher está sempre aos berros). Eu fui investigar e parece que não é mito, faz-se mesmo a recolha das tampas.

Mas há um pormenor que me fascina neste processo. Trabalho num escritório onde não se recicla NADA. O resto das garrafas vai mesmo para o lixo. As toneladas de papel que se gastam por ano vão para o lixo. Aposto que nem a porra das pilhas esta malta tem consciência de onde a deve colocar. Mas juntar as tampas…

O princípio desta campanha foi completamente subvertido. A ideia é incentivar as pessoas a separar o lixo, para que haja valorização dos resíduos plásticos. Mas como sempre, o tuga gosta é de dar a cara pela caridade. Atenção! Não tenho nada contra a caridade. Acho importante, mas não é eficaz a longo prazo… Por isso já sabem, se forem adeptos do “junta a tampinha”, lembrem-se que está nas vossas mãos prevenir a degradação dos nossos recursos naturais, evitar consumos energéticos excessivos de forma a permitirmos um futuro aos nossos (salvo seja) filhos.

Pois, não há um pingo de dança neste post. Nem um pingo de piada… Mas vale pontos pelo papel social?